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Furacão Milton Faz História com Intensificação Recorde: Alerta de Desastres na Costa da Flórida

Foto do escritor: Vinicius MarquesVinicius Marques

Furação Milton/MetSul

O furacão Milton já se consolidou como um dos mais poderosos da história do Atlântico, após uma intensificação "explosiva" nunca antes registrada. De acordo com o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC), em apenas 25 horas, os ventos do furacão saltaram de 144 km/h, atingindo a marca de 290 km/h, tornando-o uma ameaça massiva. Essa rápida intensificação coloca Milton na categoria 5, a mais alta na escala Saffir-Simpson, o que já gerou alertas de possíveis catástrofes ao longo da costa da Flórida.


Trajetória e Impacto Esperado

O NHC prevê que o furacão atinja a costa da Flórida na tarde ou noite de quarta-feira (9), com ventos que podem ultrapassar os 200 km/h, mesmo com uma possível redução de intensidade antes de tocar a terra. A área mais afetada deve ser a região da Baía de Tampa, onde são esperadas marés de tempestade de até 5 metros de altura. A cidade de Tampa está em alerta máximo, com o Serviço Nacional de Meteorologia prevendo que este pode ser um dos piores desastres em mais de um século.

Além dos ventos, o furacão também ameaça provocar inundações devido ao volume de água que será empurrado contra a costa. Milton já é o furacão mais forte a se formar no Golfo do México desde 1966 e está empatado como o quarto furacão mais intenso já registrado no Atlântico, com base na intensidade dos ventos.


Mudanças Climáticas e Intensificação Rápida

Especialistas da Climate Central indicaram que as águas excepcionalmente quentes do Golfo do México, onde o furacão Milton se formou, são a principal razão para sua rápida intensificação. A alta temperatura da superfície do mar é de 400 a 800 vezes mais propensa a gerar furacões fortes como este, devido às mudanças climáticas.

Esse fenômeno de intensificação rápida ocorre quando os ventos de um furacão aumentam em mais de 56 km/h em 24 horas. No caso de Milton, os ventos aumentaram impressionantes 144 km/h em apenas 25 horas. Essa velocidade de intensificação é preocupante, pois reduz o tempo disponível para evacuações, colocando milhares de vidas em risco.


Recordes e Comparações Históricas

Milton é o segundo furacão de categoria 5 registrado na temporada de 2024, juntando-se ao furacão Beryl. Historicamente, apenas cinco anos desde 1950 tiveram dois ou mais furacões dessa magnitude no Atlântico. O último furacão a atingir essa intensidade na mesma época do ano foi Rita, em 2005.

Além disso, Milton segue o padrão de outros furacões recentes, como Helene e Beryl, que também se intensificaram rapidamente. Helene, que atingiu a Flórida e a Carolina do Norte há apenas duas semanas, passou da categoria 1 para 4 em um único dia. Em julho, Beryl também surpreendeu com sua evolução no Caribe.


Previsões e Preocupações Futuras

Com a temporada de furacões se estendendo até novembro, a NOAA (Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera) já havia previsto um período ativo e intenso. No entanto, a força e a velocidade com que furacões como Milton e Helene têm se formado ultrapassaram até as expectativas mais pessimistas. As águas quentes do Atlântico e o aumento da intensidade dos ciclones, como demonstrado por estudos recentes, indicam que esse fenômeno pode continuar a se agravar nos próximos anos.

Moradores das áreas afetadas devem seguir as recomendações das autoridades, preparar-se para evacuações e se manterem informados sobre as mudanças nas condições climáticas.

 
 
 

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